sexta-feira, 1 de abril de 2022

A Origem do Passe Espírita. Artigo de autoria de José Barreto Júnior - Magnetizador Espírita.

 
A Origem do Passe Espírita



O Passe na Casa Espírita é uma prática terapêutica que tem sua verdadeira origem na ciência do Magnetismo Animal. No Brasil, não se sabe ao certo, quando o mesmo foi introduzido, porém é provável que desde a fundação das primeiras casas espiritas no Brasil; o estudo superficial do Magnetismo Animal aliado ao estudo da Mediunidade Curadora tenha dado origem aquilo que é denominado hoje como: “Passe Espírita”.

Muito embora o Magnetismo Animal e a Mediunidade Curadora incorporados na prática espírita por Kardec se mantiveram no Movimento Espírita como práticas comuns até décadas depois da morte do Codificador em toda a região da Europa. No Brasil, essas práticas parecem ter sido difundidas por Magnetizadores Espíritas que retornaram da França após passarem uma temporada de estudos acadêmicos, contudo estes Magnetizadores Espíritas não teriam chegado a fazer parte dos pilares da fundação das Casas Espíritas em nosso País, não tendo, portanto, influenciados o nosso Movimento Espírita nascente, conforme se pode perceber nas Obras de resgate histórico: Do Outro Lado de autoria de Mary del Priore e a obra: Mesmer – A Ciência Negado do Magnetismo Animal de autoria do historiador: Paulo Henrique Figueiredo.


Na Europa do século XIX, o Magnetismo Animal e o Sonambulismo Magnético tornaram-se ferramentas de cura ao lado da medicina ordinária e da homeopatia. O Magnetismo e o Sonambulismo Magnético foram fartamente utilizados como meio de cura até mesmo por médicos que constatando os meios de eficácia dessas ferramentas na cura de pacientes desacreditados por seus médicos lutaram contra a resistência da Academia de Medicina em reconhecer o Magnetismo Animal como Ciência de Cura. Este movimento crescente do Magnetismo Animal invadiu a Europa graças ao pioneirismo de grandes Magnetizadores, tais como: Mesmer, Marques de Puysegur, Dr. D’eslon, Dr. Ricard, Deleuze, Dr. Justinus Kerner, Dr. Petetin, Barão du Potet, Dr. James Esdaile, Charles La Fontaine e outros. As incalculáveis curas promovidas por estes grandes Magnetizadores trouxeram a classe média europeia e renomados nomes das Ciências daquele tempo a tornaram-se adeptos da Ciência Magnética.

Todos Espíritas do tempo de Kardec conheciam o Magnetismo Animal e eram adeptos desta Ciência. Tal como Kardec, eles reconheciam no Magnetismo Animal uma Ciência Gêmea do Espiritismo que auxiliou o surgimento do Espiritismo, vez que a teoria dos fluidos serviu para alicerçar a Ciência Espírita.



No Brasil o Magnetismo e o Sonambulismo Animal no século XIX não ganhou tanta musculatura quanto o movimento dos adeptos na Europa, e por isso mesmo, aqueles que fundaram as primeiras Casas Espíritas não tinham o conhecimento prévio do Magnetismo Animal. Isso deu margem para que tivéssemos um movimento espírita descolado da sua irmã gêmea – o Magnetismo Animal. Enquanto esse movimento espírita brasileiro nascente buscava sua identidade histórica, vários rituais e práticas antidoutrinárias, tais como a teosofia e o roustanguismo, foram se difundindo com o conhecimento genuinamente Espírita; distanciando, dessa maneira, a ciência espírita de suas origens; Apesar das influências estranhas que o Movimento Espírita Brasileiro incluiu nas suas práticas espíritas, o Magnetismo sobreviveu na prática do passe espirita que, devido a sua origem associada ao Magnetismo e também a Mediunidade Curadora, não possui uma padronização de técnicas dentro desse movimento multifacetado que é o Espiritismo Brasileiro.

Tendo em vista tudo o que foi apresentado, aspiramos que Historiadores e Pesquisadores possam explorar a origem do passe espírita no Brasil para que tenhamos um entendimento assertivo sobre o que levou o Movimento Espírita a abolir a prática do Magnetismo Animal nas Instituições Espíritas, substituindo-o por seu filho: o passe espírita.

José Barreto da Silva Júnior.

Magnetizador Espírita

quarta-feira, 9 de março de 2022

A defesa do Allan Kardec ao Magnetismo.



                    


                   MAGNETISMO E

                       ESPIRITISMO

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Quando apareceram  os primeiros fenômenos espíritas, algumas pessoas pensaram que essa descoberta – se podemos aplicar lhe esse nome – ia desfechar um golpe fatal no magnetismo e que com ele ocorreria o mesmo que aconteceu com as demais invenções: a mais aperfeiçoada faz esquecer a precedente. Tal erro não tardou em dissipar-se e prontamente se reconheceu o parentesco dessas duas ciências. Ambas, com efeito, baseadas sobre a existência e a manifestação da alma, longe de se combaterem, podem e devem prestar-se um mútuo apoio: completam-se e se explicam uma pela outra. Seus respectivos adeptos, entretanto, diferem sobre alguns pontos: certos magnetistas 1 não admitem ainda a existência oupelo menos, a manifestação dos Espíritos; acreditam poder tudo explicar tão-só pela ação do fluido magnético, opinião que nos limitamos a constatarreservando-nos discuti-la mais tarde. Nós mesmos a partilhávamos, no início; mascomo tantos outrostivemos que nos render à evidência dos fatos.


 Os adeptos do Espiritismo, ao contrário, são todos partidários do magnetismo; admitem sua ação e nos fenômenos sonambúlicos reconhecem uma manifestação da alma. Essa oposição, aliás, se enfraquece a cada dia, e é fácil prever que não está longe o tempo em que toda distinção terá cessado. Essa divergência de opinião nada tem que deva surpreender. Nos primórdios de uma ciência ainda tão nova é muito natural que cada um, encarando as coisas do seu ponto de vista, haja formado uma ideia diferente. As ciências mais positivas tiveram sempre, e têm ainda suas seitas, sustentando com ardor teorias contrárias; os sábios ergueram escolas contra escolas, bandeira contra bandeira e, muito frequentemente para sua dignidade, sua polêmica, tornada irritante e agressiva pelo amor-próprio ferido, saiu dos limites de uma sábia discussão. Esperamos que os partidários do magnetismo e do Espiritismo, mais bem inspirados, não deem ao mundo o escândalo de discussões tão pouco edificantes e sempre fatais à propagação da verdadeseja qual for o lado em que ela esteja.


 Podemos ter nossa opinião, sustentá-la, discuti-la; mas o meio de nos esclarecermos não é nos estraçalhando, procedimento sempre pouco digno de homens sérios e que se torna ignóbil se o interesse pessoal está em jogo. 


O magnetismo preparou o caminho do Espiritismo, e o rápido progresso desta última doutrina se deveincontestavelmenteà vulgarização das ideias sobre a primeira. Dos fenômenos magnéticos, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas não há mais que um passo; tal é sua conexão que, por assim dizer, torna-se impossível falar de um sem falar do outro. Se tivéssemos que ficar fora da ciência magnética, nosso                          

1 Magnetizador é o que pratica o magnetismo; magnetista se diz de alguém que lhe adote os princípios. Pode-se ser magnetista sem ser magnetizador; mas não se pode ser magnetizador sem ser magnetista.


quadro seria incompleto e poderíamos ser comparados a um professor de física que se abstivesse de falar da luz. Todaviacomo entre nós o magnetismo já possui órgãos especiais justamente acreditados, seria supérfluo insistirmos sobre um assunto que é tratado com tanta superioridade de talento e de experiência; a ele, pois, não nos referiremos senão acessoriamentemas de maneira suficiente para mostrar as relações íntimas entre essas duas ciências que, a bem da verdade, não passam de uma.


 Devíamos aos nossos leitores essa profissão de fé, que terminamos prestando uma justa homenagem aos homens de convicção que, afrontando o ridículo, os sarcasmos e os dissabores devotaram-se corajosamente à defesa de uma causa toda humanitária. 

                                                                                                                                   


                                                       Qualquer que seja a opinião dos contemporâneos sobre o seu proveito pessoal, opinião que de uma forma ou de outra é sempre o reflexo das paixões vivazes, a posteridade far-lhes-á justiça; ela colocará os nomes do Barão Du Potetdiretor do Journal du Magnétisme, do Sr. Milletdiretor da Union magnétique, ao lado de seus ilustres predecessores, o Marquês de Puységur e o sábio Deleuze. Graças aos seus perseverantes esforços o magnetismo, popularizado, fincou o pé na ciência oficial, onde dele já se fala aos cochichos. Esse vocábulo já passou à língua comum; já não afugenta mais e, quando alguém se diz magnetizador, não lhe riem mais no rosto.

Revista Espírita, março 1858. Allan Kardec

quinta-feira, 3 de março de 2022

Tato magnético

 



Alguns princípios para a prática do tato magnético.


1. Vontade;

2. Confiar em si mesmo;

3. Foco;

4. Isentar pensamento preconcebido; 

5. Se colocar a sentir;

6. Dar atenção a toda e qualquer impressão / sensação;

7. Trabalhar e conferir ( dando início com dispersivos, se houver necessidade, fazer concentrados);

8. Começar pelos chakras, depois órgãos e glândulas;

9. Ideal conferir no campo de referência;

10. Tatear algumas camadas / campos da aura;

11. Ter o mínimo de noção em anatomia e fisiologia humana;

12. Procurar saber quais as funções dos chakras e quais órgãos, glândulas ou sistemas são responsáveis no corpo humano;

13. Decifrar o que significa para você cada sensação ou impressão sentida em você / paciente;

14. Paciência e perseverança.

15. Fazer e exercitar constantemente...




  Gostou destas dicas em relação ao tato magnético? Pois bem!  Assim que possível, dar uma olhadinha aqui no blogger para mais novidades.

  Colocando estes princípios em prática com real seriedade e atenção, espírito de aprendiz e ciência, você alcançará maravilhosos resultados.

Vamos que vamos!

Um grande abraço!

Luan Cleuber.


Jacob Melo entrevistando Luan Cleuber.







https://youtu.be/0wotSnXLqMw


Conheça um pouco sobre este corajoso e incansável magnetizador. Charles Leonard Lafontaine.

  B I O G R A F I A Charles Lafontaine Em 1841, assistindo uma demonstração pública de magnetismo, o médico inglês James Braid, de Mancheste...